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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Gosto...

Gosto de você de uma forma totalmente egoísta.

Porque gosto muito de mim quando penso em você, quando escrevo pra você ou quando estou ao seu lado.

Gosto do que sinto quando leio ( quer dizer....lia....): oi to aqui, viu.

Talvez você nunca mais esteja aí.

Mas vai estar sempre "aqui" .
Eu estou tão cansada de assustar as pessoas.
E de ser o máximo por tão pouco tempo.
E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer.
Mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas.
E hoje eu não me odeio.
Hoje eu só fecho os olhos e lembro de você me pedindo sem graça para eu não deixar ninguém ocupar o lugar da minha canga.
Tudo o que eu mais queria, por trás de todos esse meus textos tão modernos, sarcásticos e malandros, era de alguém que me pedisse para guardar o lugar.
Ta guardado. O da canga e de todo o resto. 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

LUZ DA MINHA MANHÃ


Quando olho nos seus olhos tenho medo

Ninguém nesse mundo mais me fez chorar

O meu coração dispara se embriaga de paixão

Das lembranças não consigo me livrar

Já não sei se estou certo ou errado

É um fogo que não sei como apagar

Minha alma queima de saudades, sem você não dá,

Ninguém nesse mundo toma o seu lugar

Luz da minha manhã, brilho do meu luar

Todo dia quero te amar

Volta pros meus braços quero te dizer

Eu preciso tanto de você

Já não sei se estou certo ou errado

É um fogo que não sei como apagar

Minha alma queima de saudades, sem você não dá,

Ninguém nesse mundo toma o seu lugar



quinta-feira, 4 de novembro de 2010


A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante. As vezes que tentei morrer foi por não poder suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo e fazer aquilio que eu gosto - mesmo que muitos não compreendam ou não aceitem.

Então eu te disse que o que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e às vezes nem a pessoa exata. E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava, ainda que soubesse.

terça-feira, 26 de outubro de 2010


Eu preciso muito, muito de você. Eu quero muito, muito você aqui de vez em quando, nem que seja muito de vez em quando. Você nem precisa trazer maçãs, nem perguntar se estou melhor. Você não precisa trazer nada, só você mesmo. Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone, basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio.... juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.Mas eu preciso muito, muito de você.
Caio Fernando Abreu 
http://caio-fernando-abreu.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de outubro de 2010


Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Caio Fernando Abreu.
http://caio-fernando-abreu.blogspot.com/
LINDO!!!!!!!
Sinto sua falta!

Não há nada que me deixe mais
frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o
garçom colocar na minha frente uma bolinha
minúscula do meu sorvete preferido ? Uma só.

Quanto mais sofisticado o restaurante,
menor a porção da sobremesa. Aí a vontade
que dá é de passar numa loja de conveniência,
comprar um litro de sorvete bem cremoso e
saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser, sem pensar em calorias,
boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que
tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias
porções, de prazeres meia-boca,
de aventuras pela metade. A gente
sai pra jantar, mas come pouco.

Vai à festa de casamento,
mas resiste aos bombons.

Conquista a chamada liberdade sexual,
mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres
continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho
demorado, mas se contém pra não
desperdiçar os recursos do planeta.

Quer beijar aquele cara 20 anos
mais novo, mas tem medo
de fazer papel ridículo.

Tem vontade de ficar
em casa vendo um DVD, esparramada
no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação
em 'acertar', tanto empenho em passar
na vida sem pegar recuperação...

Aí a vida vai ficando sem tempero,
politicamente correta e existencialmente
sem-graça, enquanto a gente vai
ficando melancolicamente sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer
tudo 'errado' ? deixar de lado a régua,
o compasso, a bússola, a balança
e os 10 mandamentos.

Ser ridícula, inadequada, incoerente
e não estar nem aí pro que dizem e
o que pensam a nosso respeito. Recusar
prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo,
uma vez se rebelou e disse uma
frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...

Nós, que não aspiramos à santidade
e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar várias
bolas de sorvete, bombons de
muitos sabores, vários beijos bem
dados, a água batendo sem pressa
no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor,
me traga: cinco bolas de sorvete de
chocolate, um sofá pra eu ver
10 episódios do 'Law and Order',
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK ?
Não necessariamente nessa ordem.

Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.



Leila Ferreira (Leila Ferreira é uma jornalista que adora colecionar histórias das loucuras e das manias femininas. É autora do livro Mulheres: Por que Será que Elas...?, da Editora Globo)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


Tenho um amor raio...trovão.
Fazendo barulho.
Me bagunça e chove em mim todos os dias.
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