"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector.
sábado, 16 de abril de 2011
Eu quis...
Eu quis que ele não soubesse meu nome, depois quis ter o dele logo depois do meu. Eu quis que ninguém soubesse de tamanha traição. Depois quis gritar na janela como o proibido era sopro no meu coração.
Eu quis sentir o poder de abalar com a vida dele. Depois quis que ele voltasse direitinho pra casa e esquecesse que existe a fraqueza.
Eu quis ele por uma aventura, uma risada, uma distração. Depois quis o colo dele para sempre, mas fiquei com o meu pouco puta estampado na cara.
Como eu preciso ser amada meu Deus, pra parar de dar de bandeja o meu sorriso por aí. Eu tenho meu pouco criança estampado em cada linha que escrevo e em cada bobeira que falo na espera de atenção.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Beijo.
Existe beijo ruim?
Existe.
Beijo sem alma, beijo educado demais,
Beijo cheio de cuidados, beijo curto, beijo seco.
Mas uma coisa é certa: precisa dois para torná-lo frio ou torná-lo quente.
Todo mundo pode beijar bem, basta nossa boca encontrar com quem.
Existe.
Beijo sem alma, beijo educado demais,
Beijo cheio de cuidados, beijo curto, beijo seco.
Mas uma coisa é certa: precisa dois para torná-lo frio ou torná-lo quente.
Todo mundo pode beijar bem, basta nossa boca encontrar com quem.
Fé.
Não é raro, tropeço e caio.
Às vezes, tombo feio de ralar o coração todinho.
Claro que dói, mas tem uma coisa:
A minha fé continua em pé.
Serenidade.
O vento é sempre o mesmo,
Mas sua resposta é diferente em cada folha.
Somente a árvore seca fica imóvel
Entre borboletas e pássaros.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Sonho.
Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto: "Ta certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?"
terça-feira, 29 de março de 2011
sábado, 26 de março de 2011
Joga a vida.
Vai menina, fecha os olhos, solta o cabelo.
Joga a vida. Como quem não tem o que perder.
Como quem não aposta.
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